quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Entrevista: Jarbas Vasconcelos O PMDB é corrupto


Senador peemedebista diz que a maioria dos integrantes
do seu partido só pensa em corrupção e que a eleição de
José Sarney à presidência do Congresso é um retrocesso


Otávio Cabral
Cristiano Mariz

"A maioria se incorpora a essas coisas pelas quais os governos vêm sendo denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral"

A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: "Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção".

O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado? É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.

Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores. Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.

Como o senhor avalia sua atuação no Senado? Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.

O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB... Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar? Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.

Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista? De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.

Por que o senhor continua no PMDB? Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.

Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma? Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.

O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso? Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.

A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado. O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.
"O marketing de Lula mexe
com o país. Ele optou
pelo assistencialismo,
o que é uma chave para
a popularidade em
um país pobre.
O Bolsa Família é
o maior programa
oficial de compra
de votos do mundo"

Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação. O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.

O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes? Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.

A oposição está acuada pela popularidade de Lula? Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.
"Eu fui oposição ao governo militar e me lembro de que Médici era endeusado no Nordeste. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura.
A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição"

Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política? Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.

Por que há essa banalização dos escândalos? O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?". Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.

É possível mudar essa situação? É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.

Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff? A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

O senhor parece estar completamente desiludido com a política. Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.

Fonte:revista Veja

WAGNER PARTICIPA DA FOLIA EM ILHÉUS

O governador Jaques Wagner vai reservar pelo menos dois dias de carnaval para prestigiar a folia no interior do estado. Dois dos municípios escolhidos estão na região oeste. O terceiro é Ilhéus.
O governo garantiu o carnaval ilheense com a liberação de recursos para a folia, via Bahiatursa. Wagner estará em Ilhéus na próxima segunda-feira.

DANIEL DANTAS INVESTE NO SUL DA BAHIA

De olho na construção da ferrovia Oeste-Leste, o megaespeculador baiano Daniel Dantas estaria investindo pesado na compra de áreas de grande potencial para a extração de pedras e matéria-prima para a obra. O negócio é mais do que rentável.

A informação é confirmada por especialistas contratados por empresas responsáveis por tocar o projeto do complexo portuário de Ilhéus, que estará interligado à ferrovia.

A compra de áreas não se limita ao sul da Bahia, mas a quase todo o trecho baiano da ferrovia de 1.500 quilômetros de extensão. Dantas não entraria sozinho nas aquisições.

ITABUNA E COLO COLO VENCEM TIMES DE FEIRA E MADRE DE DEUS EMPATA

ITABUNA E COLO COLO VENCEM TIMES DE FEIRA
O Itabuna voltou a vencer no Baianão e ficou mais perto do G-4. Jogando em casa, a equipe venceu o Fluminense de Feira, por 2 a 1. Os gols foram marcados no primeiro tempo.

O Azulino abriu o placar aos 14 minutos, com Lei. Dudu empatou para o tricolor de Feira, aos 47. O gol da vitória do time sul-baiano foi marcado por Wenkley, aos 50 minutos.

Com a vitória, o Itabuna sobe para quinto lugar, com 15 pontos. O Flu permanece em quarto, com 17.

Tigre vence de virada
A noite foi de vitória dos sul-baianos em cima dos times de Feira de Santana. O Colo Colo venceu a segunda partida em dez jogos no Baianão e se manteve na vice-lanterna da competição.

O Tigre bateu o Feirense, no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana. Após fechar o primeiro tempo atrás no placar, o time conseguiu virar o jogo. O Feirense fez 1×0 com Biriguidi, aos 20 minutos.

Na etapa final, o Tigre afiou as garras e empatou com Fábio Santos, aos 11 minutos. Almir Sergipano fez o gol da virada, aos 16. A equipe soma agora 7 pontos, um a mais que o lanterna Ipitanga.

Os times voltam a jogar na quarta-feira pós-carnaval, dia 25. O Itabuna recebe o Vitória no estádio Luiz Viana Filho. O Colo Colo joga contra o Bahia, no estádio Pituaçu, em Salvador.

Dupla BAVI lidera

Bahia e Vitória lideram a competição, com 25 e 24 pontos, respectivamente. O Vitória da Conquista é o terceiro e o Fluminense, o quarto.

A goleada do Vitória em cima do Camaçari marcou a rodada. O rubro-negro aplicou 7×0 no time do Pólo. Nos outros jogos, o Madre de Deus empatou com o Atlético em 1×1. O Poções não fez valer o mando de campo e perdeu por 2 a 1 para o lanterna Ipitanga. O Bahia aplicou 1 a 0 no Conquista, no sudoeste baiano.

Classificação Geral

1º Bahia - 25 pontos
2º Vitória - 24 pontos
3º Conquista - 17 pontos
4º Fluminense - 17 pontos
5º Itabuna - 15 pontos
6º Atlético - 14 pontos
7º Madre de Deus - 13 pontos
8º Poções - 11 pontos
9º Feirense - 9 pontos
10º Camaçari - 8 pontos
11º Colo Colo - 7 pontos
12º Ipitanga - 6 pontos

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Geraldo Simões destaca solidez do Brasil diante da crise mundial




O deputado federal Geraldo Simões (PT/BA) fez pronunciamento no Congresso Nacional falando sobre o impacto da crise mundial sobre a economia de diversos países e destacou a solidez do Brasil, “graças à postura do presidente Lula e às ações empreendidas pelo Governo Federal”. Simões atribui a crise “ao modelo neoliberal aplicado em profusão não apenas nos Estados Unidos, mas em diversas economias desenvolvidas. Prega-se a redução da participação do estado na economia, compensada por uma suposta regulação eficaz e sólida supervisão dos mercados. Os neoliberais são extremamente eficientes em retirar o Estado da vida econômica dos países, e nada mais”.

“Os mecanismos nacionais e internacionais que compensariam essa diminuição do papel do Estado, em um mundo real, não se mostram eficientes ou confiáveis quando a situação assim o exige. E, nesse momento, o público torna-se privado. Prejuízos particulares são largamente financiados pelos Poderes Públicos sob uma lógica perversa de que a falta dessa gigantesca transferência de renda apenas acarretará perdas ainda maiores à população que, indignada e impotente, vê suas riquezas serem transferidas às mesmas instituições que em anos anteriores acumulavam para seus sócios grandes fortunas que são convenientemente aplicadas em diversos países ao redor do mundo”, afirmou.

Para o deputado, “essa inação do neoliberalismo levou ao advento da crise, sendo assim bruscamente interrompido o recente período de abundante liquidez internacional. E essa súbita restrição de liquidez nos mercados provocou uma importante reversão do fluxo de capitais para o Brasil que, somada à queda generalizada das cotações das commodities, acarretou impactos negativos importantes em nossa taxa de câmbio, oferta de crédito e cotações em nossos mercados de capitais, gerando retrações em nossas exportações e desequilíbrios em nosso balanço de pagamentos”.

“É também importante destacar que em meio à mais grave crise econômica mundial dos últimos 75 anos -ressaltou Geraldo Simões- o Brasil ainda não está em recessão e não apresenta sinais de deflação mas, ao contrário, somente um período de redução de seu crescimento. As expectativas de mercado divulgadas pelo Banco Central do Brasil apontam que ainda se espera um crescimento do PIB em 2009, ao passo que, de acordo com as previsões do FMI, economias como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha, Rússia, Canadá, México e diversas outras apresentarão não um arrefecimento em seus crescimento, como é o caso do Brasil, mas sim uma diminuição efetiva de suas economias, ou seja, ou índice negativo para a realização do PIB que, em alguns casos, beira os -3% para o ano de 2009”.

Do ponto de vista monetário, afirmou o deputado, a responsabilidade é também patente: em 2002, a inflação foi de 12,5% e, nesse último ano de 2008, foi de 5,9%, sendo que as expectativas de mercado apontam para uma inflação de 4,7% em 2009, denotando à aderência dos preços às metas estabelecidas.

REDUÇÃO DA POBREZA

Geraldo Simões disse ainda que todas essas medidas foram efetuadas sem perder o foco na questão social, possibilitando a concretização de um movimento extremamente relevante no País, e que representa uma das principais conquistas do Governo Lula. “Trata-se da contínua e extremamente acentuada queda na desigualdade na distribuição de renda verificada no Brasil. Em 2007, último dado disponibilizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, IPEA, observamos a sexta melhora consecutiva no índice de Gini, que fornece uma das mais utilizadas medidas de desigualdade social”.

De acordo com estudo divulgado por esse instituto, dos 74 países ao longo da década de 1990, menos de um quarto foi capaz de reduzir a desigualdade a uma velocidade superior à alcançada pelo Brasil no período. “Portanto, o ritmo em que a desigualdade vem declinando no País é um dos mais acelerados do mundo. Deve-se destacar que essa não é apenas uma importante questão social, mas é também uma transformação que traz grandes reflexos para o meio empresarial, face à formação e a melhora do mercado consumidor doméstico, que compreende nada menos que 190 milhões de brasileiros”, afirmou.

Outro aspecto ressaltado pelo parlamentar em seu pronunciamento refere-se aos investimentos estrangeiros diretos que recebemos. Em nosso balanço de pagamentos, nossas perdas de capitais estiveram concentradas em investimentos efetuados em ativos financeiros, eminentemente de caráter especulativo. Os investimentos estrangeiros diretos, voltados ao setor produtivo, vêm apresentando, ao contrário, um desempenho muito favorável, atingindo em 2008 o valor de 2,8% do PIB, sendo que no último bimestre do ano chegaram a 3,95% do PIB, mesmo durante uma fase aguda da crise internacional. “O Poder Executivo e, em particular, o Banco Central, foram eficientes e tempestivos na adoção de medidas relevantes que contribuíram eficazmente para que os impactos da crise fossem atenuados”, disse.

Além dessas medidas, Simões citou o aumento do crédito em bancos públicos, a manutenção em níveis atrativos da TJLP – a taxa referencial básica para os financiamentos concedidos pelo BNDES, a liberação de mais recursos para o BNDES via empréstimo do Tesouro Nacional, a execução pelo BNDES de programa direcionado para capital de giro , criação de linhas de crédito para financiar capital de giro e consolidação de empresas de capital aberto no ramo de construção de residências, aumento no volume de recursos disponíveis para o Fundo da Marinha Mercante, dentre outras.

Especificamente no setor agropecuário, ele destacou o aumento do volume de recursos para o Plano de Safra 2008/09 da Agricultura Empresarial e da Agricultura Familiar, a ampliação dos financiamentos rurais com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste - FNE e do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte – FNO, o aumento do crédito direcionado para a agricultura, de 25% para 30% dos depósitos à vista, o aumento do percentual dos depósitos de poupança rural direcionados para o crédito agrícola, de 65% para 70%, dentre outras.

COMPROMISSO DO CONGRESSO

“Todavia, há muito o que ser feito, especialmente no campo legislativo. Esta Casa representa o foro das grande discussões do País, congregando as mais diversas correntes da sociedade brasileira, e não se furtará em apreciar, elaborar e propor medidas que se configurem relevantes para o País, especialmente nesse momento grave da história econômica mundial”, ressaltou o parlamentar. “A Câmara dos Deputados está empenhada na apreciação da reforma tributária, que efetivamente vem sendo analisada em profundidade pelos parlamentares. Mas as contribuições não devem se limitar a apreciação de grandes reformas, especialmente em um momento de crise”, disse.

“Nesse sentido, o aprimoramento de tópicos importantes da legislação infra-constitucional em diversos campos poderá se revelar de grande valor para a sociedade, eliminando barreiras aos investimentos e trazendo mais eficiência à economia e, assim, contribuindo para trazer, de forma sustentável, benefícios de ordem social à nossa população”. Assim, estamos perfeitamente cientes dos desafios que nos apresentam, mas tenho a mais absoluta confiança de que, com perseverança e determinação, esta Casa continuará a mostrar que é capaz de oferecer as respostas adequadas nesse momento de grave crise internacional que ora atravessamos”, finalizou Geraldo Simões.

Na Portela, até a calcinha de Luma de Oliveira é azul

l Rainha de bateria se empolga e deixa peça à mostra fonte: Babado

Luma de Oliveira sambou e se acabou na quadra da Portela, em Madureira, zona norte do Rio, na última segunda-feira (16). De vestido azul curtíssimo, Luma mostrou que defende mesmo as cores da escola ao deixar aparecer sua calcinha também na cor azul.

Fotos: Luma de Oliveira deixa calcinha azul à mostra na Portela

A rainha de bateria teve a missão de receber o prefeito da cidade, Eduardo Paes, que foi visitar a agremiação.

Philippe Lima/AgNews

Luma de Oliveira samba, se empolga e deixa à mostra a calcinha azul

Acompanhada pela bateria da azul e branca, Luma de Oliveira provou que está em plena forma para o carnaval 2009 e fez bonito no ensaio, requebrando e com o samba na ponta da língua.

Leia também: Com figurino ousado, Luma de Oliveira é coroada rainha de bateria da Portela

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Vitória vence o Madre Deus

Do UOL Esporte

O Vitória não sentiu a falta da saída de Vagner Mancini e venceu com facilidade a equipe do Madre de Deus por 2 a 0, em partida disputada na tarde deste domingo, em Madre de Deus.






Com o resultado o Vitória chegou aos 21 pontos e torce por um tropeço do Bahia para voltar a assumir a liderança isolada do Baianão.

Na quarta-feira, o Vitória enfrenta a equipe do Camaçari, no Barradão, enquanto o Madre de Deus joga contra o Poções, novamente em Madre de Deus, onde a equipe vinha, até então, de um empate e três triunfos.

Em uma partida marcada por muitas faltas, o Vitória mostrou sua superioridade e confirmou seu favoritismo desde o inicio da partida.

Aos 2min, Nadson recebeu lançamento de Vanderson e deixou de calcanhar para o lateral Luciano Almeida bater cruzado, obrigando o goleiro Jean a fazer uma boa defesa.

Aos 6min, Luciano Almeida cobrou falta na área e Nadson tentou a cabeçada, mas a bola saiu em tiro de meta.

Aos 19min, Neto Baiano recebeu a bola na entrada da área caiu pedindo pênalti, mas o juiz não marcou.

O primeiro lance de perigo do Madre de Deus ocorreu aos 23min, só que o jogador Belo chutou por cima do gol de Viáfara.

O primeiro gol do Vitória saiu aos 35 minutos: em jogada individual, Nádson acertou um belo chute da meia lua no ângulo do goleiro Jean.

Logo em seguida, aos 37min, o Vitória fez o segundo gol: Neto Baiano deu um chapéu em Vitor e completou com um sem chances de defesa para o goleiro Jean.

O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro, com a equipe do Vitória mostrando sua força e qualidade superiores contra um Madre de Deus acuado.

Aos 29min, Neto Baiano cobrou falta com violência, mas Jean espalmou e a bola explodiu na travessão. Aos 40min, Washington fez um gol de cabeça, mas estava impedido.

Aos 44min, Jean livrou o madre de Deus mais uma vez da goleada, ao defender um tiro á queima roupa desferido pelo próprio companheiro Elói, que quase fez gol contra ao tentar cortar o cruzamento de Apoli.

MADRE DE DEUS 0 x 2 VITÓRIA

Madre de Deus:
Jean; Flavio (Clóvis), Tiago Leal, Eloy e Giovani; Vitor, Mantena e Kleber (Jorginho); Belo e Pena.
Técnico: Paulo Sales

Vitória:
Viáfara; Apodi, Thiago Gomes, Wallace e Luciano Almeida; Vanderson, Bida, Jackson e Gláucio (Rafael Bastos); Nadson (Washington) e Neto Baiano( Willian).
Técnico: Ricardo Silva (interino)

Data: 15/02/2009 (domingo)
Local: Estádio Municipal de Madre de Deus
Árbitro: Rodrigo Cintra
Auxliares: Kleber Moradillo da Silva e Mick Santos de Jesus e Belmiro da Silva
Cartões amarelos: Eloy, Mantena , Flavio, Vitor, Jorginho, Giovani (M) Apodi, Victor Ramos

PT/BA encerra comemorações dos 29 anos em grande estilo


O Jantar promovido pelo Partido dos Trabalhadores, último evento da comemoração dos 29 anos de fundação do partido, realizado na Churrascaria Tchê Picanhas, no bairro da Boca do Rio, nesta sexta-feira (13), foi mais uma demonstração de força, unidade e renovação do partido político que mais cresce no Brasil. Estiveram presentes a executiva estadual e municipal do PT, lideranças políticas, dirigentes dos movimentos sindicais e sociais, prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais, fundadores do partido, lideranças de outros partidos políticos e a militância petista.

Durante o evento, houve um momento especial, em que alguns dos presentes tiveram a oportunidade de contar um pouco da vitoriosa história do PT e prestar homenagens ao partido do presidente Lula, do governador da Bahia, Jaques Wagner e da mais valorosa militância política deste país. Chamado ao palco pelo presidente estadual do PT, Jonas Paulo, o deputado estadual do PC do B, Álvaro Gomes, saudou os presentes e contou sobre a sua satisfação de estar presente ao evento e provocou risos ao brincar afirmando, "que os petistas mais antigos foram emprestados pelo PC do B para fundar o PT e que está na hora deles voltarem as suas origens”.

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano foi o próximo a discursar e foi direto ao assunto, convocando a todos os petistas a iniciar imediatamente a campanha sucessória à presidência da república e ao governo do estado. “Vamos convidar logo a Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner para conversarmos e iniciarmos a campanha, este é o momento”, exaltou Caetano. O deputado federal Nelson Pelegrino, a deputada estadual Fátima Nunes e a vereadora Vânia Galvão também prestaram, publicamente, as suas homenagens ao Partido dos Trabalhadores.

Para o presidente Jonas Paulo o evento foi muito importante para energizar o partido. Fizemos uma grande homenagem ao PT com a com a participação de muitos petistas ilustres, embora admita ter sentido a falta de alguns petistas históricos. “Acredito que os ausentes, não conseguiram conciliar as suas agendas pessoais com a data do jantar”, minimizou Jonas. Ele informou que o evento também serviu para lançar a campanha de arrecadação de recursos para a manutenção do PT na Bahia. Ele espera contar com a ajuda financeira dos petistas para estruturar melhor o partido no estado e, se possível adquirir a tão sonhada sede própria. A partir de terça-feira quem quiser ser um colaborador do Partido dos Trabalhadores poderá se cadastrar através di site do partido – www.ptbahia.org.br ou pelo telefone (71) 3322 8500